Nos finais do século XV, quando os navegadores portugueses se lançaram à descoberta da Índia, criaram o que poderemos chamar o primeiro entreposto de comunicação postal à escala global.
Em 1498, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança conseguindo ultrapassar as dificuldades impostas pela confluência dos oceanos Atlântico e Índico. Finalmente, depois de vários dias à deriva e vencidas as dificuldades, a sua esquadra viria a desembarcar numa baía, situada na costa oriental africana: a baía de S. Brás, nome pelo qual foi baptizada, uma vez que a esquadra aportou no local no dia dedicado ao referido santo. São Brás foi um mártir, bispo e santo católico que viveu entre o séculos III e IV na Arménia.
A Baía de S. Brás revelou-se um óptimo local para as frotas se abastecerem de frutos e verduras, efectuarem pequenas reparações nas naus e ainda procederem à aguada – renovação da água de bordo. O local tornou-se de tal forma estratégico que todas as embarcações que rumavam à Índia passaram a fazer escala naquela baía.
Quando em 1500 Pedro Álvares Cabral revelou a descoberta do Brasil, não regressou a Portugal, dirigindo-se em seguida para a Índia. Quando regressava dessa viagem, em 1501, a sua frota sofreu as dissidências de uma grande tempestade. A nau comandada por Pedro Ataíde perdeu-se das restantes e entrou na Baía de S. Brás.
Pedro Ataíde encontra uma árvore junto da praia e deixa uma carta dentro de uma bota. A carta relatava os acontecimentos da viagem de Pedro Álvares Cabral – naufrágios; perda do barco de Bartolomeu Dias e sua morte – e destinava-se a ser lida pela primeira armada portuguesa que ali passasse.
Esta terá sido a primeira carta a ser depositada na Árvore do Correio, a que se seguiram muitas outras narrando importantes informações sobre as viagens das várias frotas da Carreira da Índia.
A multi-centenária “Árvore do Correio” ainda hoje permanece de pé na África do Sul, na localidade de Mossel Bay, tendo sido classificada como monumento nacional.
A partir da imagem de uma árvore tipicamente portuguesa, foi desenvolvido o logótipo da Escola do Futuro que se encontra no Museu das Comunicações.
É feita uma abordagem contemporânea ao conceito de árvore enquanto forte símbolo de comunicação e fonte de conhecimento, em que se perspectiva a árvore numa óptica futurista e de design arrojado.
A árvore enquanto meio para aprender, criar e partilhar com o mundo. Uma árvore enraizada num conhecimento que se pretende ser para todos.
Assim, o espaço a que se chamou Escola do Futuro, é um local cujo símbolo tem como inspiração a Árvore e onde as novas tecnologias da informação e comunicação são utilizadas enquanto facilitadores do processo de aprendizagem e de aquisição de saberes.
O Dia Mundial dos Correios é celebrado a 9 de Outubro e durante a semana em que se comemora esta efeméride, à imagem do que outrora foi feito com a Árvore do Correio, convidamo-lo a deixar o seu testemunho neste blogue no formato de comentário.
Este blogue é a nossa Árvore do Correio do Século XXI. Aceite este desafio e deixe que a sua "seiva" seja um canal à escala global para enviar uma mensagem ao Mundo.